Hoje resolvi ser um pouco mais técnica. Apesar de que na minha opinão, o marketing é uma boa mistura de tecnica, psicologia, exoterismo e tantas outras questões...
Mas vamos em frente. Ao fazer um trabalho sobre construção de marcas e participar de muitas reuniões a respeito do tema, resolvi me aprofundar.
Existe uma diferença grande entre construir uma marca e gerenciá-la. Não que construir seja fácil, mas gerenciar é a continuidade do processo que vai determinar se essa marca vai atingir o recall esperado ou não. É claro que uma boa construção, embasada em questões conceituais atrentes ao público interessado é meio caminho andado.
O nome técnico que se dá para construção de uma marca está para os marqueteiros como Naming (o ato de nomear) e o gerenciamento Branding (que são o conjunto de ações feitas para posicionar e manter essa marca no ponto estratégico desejado). Queria dar alguns exemplos de como foram construídas algumas marcas, por exemplo a KODAK. O nome KODAK foi criado em 1888 sem significado nem sentido algum, nem derivação de nada. Foi criado e registrado pelo fotógrafo George Eastman e registrado em setembro do mesmo ano. Felizmente alguém teve a idéia de perguntá-lo sobre a origem do nome. Segundo ele, um bom nome precisa ser curto, vigoroso, incapaz de confundir a identidade e para satisfazer a propriedade intelectual, não deve se parecer com nada já existente. Interessante, e ele nem era marketeiro, mas sim fotografo! A letra K foi escolhida por ser forte e incisiva. A marca, em sua opinião, deveria começar e terminar com K. Parece até um estudo cabalístico..Mas logo após a magia se quebra quando sabemos que as letras do meio foram usadas numa simples combinação fonética para o preenchimento de espaços. Alguns sugerem no nome uma onomatopéia ou mesmo uma homenagem à sua mãe, cujo nome começava com K. Mas Eastman afirma que foi puramente um jogo gramatical que lhe transmitia força. Conceitos são bons, mas para explicar esses cases só mesmo uma boa coversa com muito vinho e cigarro! Agora vou indo, vou perguntar à minha mãe quais foram as técnicas que ela usou para fazer Naming quando eu nasci.
Até mais.
Mas vamos em frente. Ao fazer um trabalho sobre construção de marcas e participar de muitas reuniões a respeito do tema, resolvi me aprofundar.
Existe uma diferença grande entre construir uma marca e gerenciá-la. Não que construir seja fácil, mas gerenciar é a continuidade do processo que vai determinar se essa marca vai atingir o recall esperado ou não. É claro que uma boa construção, embasada em questões conceituais atrentes ao público interessado é meio caminho andado.
O nome técnico que se dá para construção de uma marca está para os marqueteiros como Naming (o ato de nomear) e o gerenciamento Branding (que são o conjunto de ações feitas para posicionar e manter essa marca no ponto estratégico desejado). Queria dar alguns exemplos de como foram construídas algumas marcas, por exemplo a KODAK. O nome KODAK foi criado em 1888 sem significado nem sentido algum, nem derivação de nada. Foi criado e registrado pelo fotógrafo George Eastman e registrado em setembro do mesmo ano. Felizmente alguém teve a idéia de perguntá-lo sobre a origem do nome. Segundo ele, um bom nome precisa ser curto, vigoroso, incapaz de confundir a identidade e para satisfazer a propriedade intelectual, não deve se parecer com nada já existente. Interessante, e ele nem era marketeiro, mas sim fotografo! A letra K foi escolhida por ser forte e incisiva. A marca, em sua opinião, deveria começar e terminar com K. Parece até um estudo cabalístico..Mas logo após a magia se quebra quando sabemos que as letras do meio foram usadas numa simples combinação fonética para o preenchimento de espaços. Alguns sugerem no nome uma onomatopéia ou mesmo uma homenagem à sua mãe, cujo nome começava com K. Mas Eastman afirma que foi puramente um jogo gramatical que lhe transmitia força. Conceitos são bons, mas para explicar esses cases só mesmo uma boa coversa com muito vinho e cigarro! Agora vou indo, vou perguntar à minha mãe quais foram as técnicas que ela usou para fazer Naming quando eu nasci.
Até mais.
3 comentários:
Muito boa essa da Kodak, e é verdade viu não adianta vc criar nomes parecidos pensando em ter alguma relação com alguma marca mais "famosa", um amigo criou um bar chamado KADOK e não vingou, acho que até pelo motivo de não ter nada haver com foto rs***
Beijos
Cesar Sanchez
Tanto o texto quanto o comentário do César são ótimos.A finalização chamando a mãe é impagável rsrs.
No case o que mais chama a atenção é a percepção de Eastman sobre o "curto e grosso" que a meu ver é uma máxima em comunicação.
O fato de ser fotógrafo (o sentimento do olhar) foi preponderante para conferir status à estética da marca. Remete, de certa maneira, ao sucesso publicitário de outro fotógrafo que, "avesso" as tecnicidades da (e assim defenestrado pela) área, causou impacto social com campanhas para Benneton.
beijo,
gama
Muito bom!
Acredito muito nessa questão da força das palavras. Quando fomos dar nome ao nosso grupo de teatro, o Teatro do Pé, o meu principal argumento foi justamente a simplicidade e a força da palavra PÉ!
A letra P é explosiva, sonora, forte.
Apesar das argumentações contrárias e dos receios que fosse um nome que lembrasse teatro infantil, creio que isso era de menor importância, diante dos argumentos positivos.
Felizmente, o nome nasceu com uma série de conexões em relação ao trabalho de raiz cultural brasileira, que foi e é a linha perseguida pelo grupo.
Mas concordo que o mais importante não é uma conexão do nome com toda a filosofia e valores da marca, mas sua simplicidade e força que auxiliam a fixação.
Um grande abraço e parabéns pelo artigo,
Mateus Lopes
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