quinta-feira, 12 de junho de 2008
segunda-feira, 2 de junho de 2008
O Marketing baseado na Experiência
Essa semana estive na Feira da APAS (Associação Paulista de Supermercadistas) , situação que me acionou o pensamento sobre uma forma de fazer marketing, que na verdade não é nova, mas alguém teve a idéia de patentear com um nome, escrever um livro sobre e outras ações mais que caracterizam que um novo método surgiu: O Marketing Experiencial.
Antes de falar um pouco sobre o que se trata, queria desabafar, pois essa Feira da APAS é um grande paradoxo: Centenas de expositores da área alimentícia, muitas pequenas degustações, um evento sem praça de alimentação, do qual o visitante sai com fome e precisa parar no Frango Assado para comer um Filé à Parmegiana com maionese!!
Em minha opinião, como profissional de marketing e mesmo como consumidora final, isso é um erro fatal. Por que se os expositores estão na Feira para fazer relacionamento entre si e com supermercados, na verdade não precisaria nem existir essa feira, afinal, o dia-a-dia desses executivos já acontece entre eles até mesmo o happy hour é entre eles.
A não ser que ainda sim eles sintam muita saudade e queiram se ver ininterruptamente durante 4 dias dentro de um pavilhão onde só eles mesmos podem entrar para degustar decentemente as maravilhas de seus stands. Poucas se salvaram, como a Perdigão que disse estar distribuindo cachorros quentes gratuitamente em determinados momentos, mas que eu também não pude presenciar.
Isso nos leva mesmo a pensar no Marketing da Experiência, que muitas vezes se aplica através desses eventos.
Bernd Schmitt, o criador do conceito de Marketing Experiencial, autor do livro de mesmo nome, abre sua apresentação mostrando um pequeno pato de borracha. Trata-se de um "souvenir" que ele "roubou" do banheiro de um hotel no Oriente onde ele se hospedou uma vez. Ele havia percebido que o hotel contava com um grande estoque desses patinhos para reposição, já contando com os pequenos "furtos" dos hóspedes. Na verdade, o custo era mínimo para eles, menos de 1 centavo de dólar para cada patinho. Mas o benefício era enorme, pois dava aos hóspedes uma lembrança do hotel, singela, mas extremamente significativa para o hóspede, num efeito totalmente distinto de simplesmente "dá-lo" para o hóspede.
O Marketing Experiencial supõe que o cliente não é só racional, mas é emocional também.
1. A experiência da percepção confia ao produto uma certa atratividade peculiar e única que mexe com os sentidos do indivíduo
2. A experiência da sensação envolve estados de espírito, a emoção e outros sentimentos
3. A experiência do pensamento conduz o cliente a um interessante desafio intelectual, sobretudo para a resolução de problemas específicos
4. A experiência da ação está ligada a comportamentos e estilo de vida
5. A experiência do relacionamento conduz o cliente a usufruir os benefícios de um produto do qual possa se sentir orgulhoso com seu produto.
COM CERTEZA AS MANEIRAS DE NOS COMUNICARMOS COM NOSSOS CLIENTES ESTÁ MUDANDO E TEMOS QUE NOS PREPARAR. A EXPERIÊNCIA É UMA FERRAMENTA ALTAMENTE INTERESSANTE, PORÉM É PRECISO TER MUITA CAUTELA NA ELABORAÇÃO, PARA QUE NÃO ACONTEÇA, POR EXEMPLO, DO CLIENTE SAIR COM FOME DE UM EVENTO DA ÁREA ALIMENTÍCIA!!
Agora vou me despedindo, porque essa conversa toda me deu fome de novo!!
Antes de falar um pouco sobre o que se trata, queria desabafar, pois essa Feira da APAS é um grande paradoxo: Centenas de expositores da área alimentícia, muitas pequenas degustações, um evento sem praça de alimentação, do qual o visitante sai com fome e precisa parar no Frango Assado para comer um Filé à Parmegiana com maionese!!
Em minha opinião, como profissional de marketing e mesmo como consumidora final, isso é um erro fatal. Por que se os expositores estão na Feira para fazer relacionamento entre si e com supermercados, na verdade não precisaria nem existir essa feira, afinal, o dia-a-dia desses executivos já acontece entre eles até mesmo o happy hour é entre eles.
A não ser que ainda sim eles sintam muita saudade e queiram se ver ininterruptamente durante 4 dias dentro de um pavilhão onde só eles mesmos podem entrar para degustar decentemente as maravilhas de seus stands. Poucas se salvaram, como a Perdigão que disse estar distribuindo cachorros quentes gratuitamente em determinados momentos, mas que eu também não pude presenciar.
Isso nos leva mesmo a pensar no Marketing da Experiência, que muitas vezes se aplica através desses eventos.
Bernd Schmitt, o criador do conceito de Marketing Experiencial, autor do livro de mesmo nome, abre sua apresentação mostrando um pequeno pato de borracha. Trata-se de um "souvenir" que ele "roubou" do banheiro de um hotel no Oriente onde ele se hospedou uma vez. Ele havia percebido que o hotel contava com um grande estoque desses patinhos para reposição, já contando com os pequenos "furtos" dos hóspedes. Na verdade, o custo era mínimo para eles, menos de 1 centavo de dólar para cada patinho. Mas o benefício era enorme, pois dava aos hóspedes uma lembrança do hotel, singela, mas extremamente significativa para o hóspede, num efeito totalmente distinto de simplesmente "dá-lo" para o hóspede.
O Marketing Experiencial supõe que o cliente não é só racional, mas é emocional também.
1. A experiência da percepção confia ao produto uma certa atratividade peculiar e única que mexe com os sentidos do indivíduo
2. A experiência da sensação envolve estados de espírito, a emoção e outros sentimentos
3. A experiência do pensamento conduz o cliente a um interessante desafio intelectual, sobretudo para a resolução de problemas específicos
4. A experiência da ação está ligada a comportamentos e estilo de vida
5. A experiência do relacionamento conduz o cliente a usufruir os benefícios de um produto do qual possa se sentir orgulhoso com seu produto.
COM CERTEZA AS MANEIRAS DE NOS COMUNICARMOS COM NOSSOS CLIENTES ESTÁ MUDANDO E TEMOS QUE NOS PREPARAR. A EXPERIÊNCIA É UMA FERRAMENTA ALTAMENTE INTERESSANTE, PORÉM É PRECISO TER MUITA CAUTELA NA ELABORAÇÃO, PARA QUE NÃO ACONTEÇA, POR EXEMPLO, DO CLIENTE SAIR COM FOME DE UM EVENTO DA ÁREA ALIMENTÍCIA!!
Agora vou me despedindo, porque essa conversa toda me deu fome de novo!!
quarta-feira, 21 de maio de 2008
Pelo buraco da fechadura

Sou uma voyeur social ! Daquelas que abrem os armarinhos de banheiro, na casa dos amigos e conhecidos, só para matar minha curiosidade profissional. Isto é, para saber o que eles têm e o que eles consomem, para ver se combinam com a percepção que tenho deles.
Em primeiro, peço desculpas aos amigos por esta revelação pública.
Espero que eles continuem me convidando para suas casas, sem trancar os armarinhos, por favor.
Esse voyeurismo privado é apenas um curioso complemento daquilo que me encanta, todos os dias. Esse contínuo olhar atento, observando e acompanhando consumidores.
Em salas de discussão em grupo, em visitas etnográficas a residências, andando pelos supermercados ou corredores de shopping centers, escutando conversas em portas de escola, em saguão de aeroporto....olhar por este buraco de fechadura é um irresistível impulso profissional.
Não posso revelar todas, mas divido com vocês leitores algumas destas observações. Elas mostram o “reality show” dos consumidores.
1. Eles começaram a gritar!
Já se foi o tempo em que eles engoliam sapos e aguentavam desaforos das empresas, calados. Com toda a razão, ao primeiro sinal de insatisfação, eles mudam de loja, de marca, de produto, de operadora.
2. Eles odeiam complexidade.
Neste mercado cada vez mais competitivo, ser simples e falar uma coisa de cada vez ficou ainda mais vital para a comunicação das empresas. Unique selling proposition (USP) é mais atual do que nunca.
3. Eles fogem de confusão.
Mudanças freqüentes de estilo de propaganda, embalagem, denominações ... são investimentos que vão para o ralo. A intenção pode ser muito boa, mas o resultado é um profundo sentimento de insegurança no consumidor.
4. Eles valorizam o seu passe.
É impressionante como cresceu o sentimento de poder que eles demonstram ter no seu relacionamento com as empresas. Eles têm cada vez mais consciência de sua importância. Talvez ainda não como cidadãos em sentido amplo, mas como consumidores.
5. Eles sabem que o Gonzaguinha tinha razão.
Numa de suas canções, o saudoso Gonzaguinha dizia: “A platéia aplaude e pede bis. A platéia só deseja ser feliz.” Enquanto a gente faz mil elucubrações e ginásticas intelectuais para entender o que está acontecendo com alguns programas de TV e com algumas revistas, os consumidores simplesmente aplaudem e pedem bis. O nosso sentimento é de indignação. O mesmo que os pais têm quando a filha apresenta o noivo “errado”: “Mas por que ela foi escolher este cara, meu Deus?” Só porque ela gosta e os consumidores, idem.
6. Eles confiam cada vez mais na mídia do amigo.
Atualmente, há uma explosão na literatura sobre a força do “Buzz” ou do boca a boca. Não é à toa: desde o surgimento da mídia de massa, nunca foi tão importante o peso das relações pessoais – fontes de inquestionável credibilidade – nas decisões de compra. Em estudos recentes que nossa empresa realizou, cada cliente muito satisfeito com uma marca, contamina até 15 outras pessoas com o seu proselitismo.
7. Eles vivem numa aldeia.
Houve uma época em que o papai mandava. Depois, veio a fase do casal decidir junto. Um tempo depois, mais ou menos no início dos anos 90, os adolescentes entraram no jogo da escolha das marcas dentro da casa. Agora, entraram os pré-adolescentes e crianças nesse processo. A verdade é que, em muitas categorias de produtos (eletrônicos; viagens; TV por assinatura; automóveis; revistas etc, etc, etc) quem resolve hoje é a tribo familiar. E, ironicamene, nós continuamos a fazer no Brasil quase que somente estudos com indivíduos isolados e poucos envolvendo a aldeia familiar. Bem-vinda a Era da Antropologia no Marketing!
* * *
O consumidor diz o que pensa e faz o que sente! A minha compulsão pelo “buraco da fechadura” é também a de muitos profissionais que não se contentam com apenas aquilo que o consumidor diz. O que alimenta a intuição estratégica em comunicação e marketing é a compreensão do que ele de fato sente.
É lógico que usamos muitas ferramentas profissionais de “voyeurismo” de consumidor, para acessar o que eles sentem. Aliás, o Brasil tem hoje dezenas de empresas que fazem isto muito bem. Junto com estes estudos, porém, não dá para deixar de acompanhar o “reality show” dos consumidores.
Em primeiro, peço desculpas aos amigos por esta revelação pública.
Espero que eles continuem me convidando para suas casas, sem trancar os armarinhos, por favor.
Esse voyeurismo privado é apenas um curioso complemento daquilo que me encanta, todos os dias. Esse contínuo olhar atento, observando e acompanhando consumidores.
Em salas de discussão em grupo, em visitas etnográficas a residências, andando pelos supermercados ou corredores de shopping centers, escutando conversas em portas de escola, em saguão de aeroporto....olhar por este buraco de fechadura é um irresistível impulso profissional.
Não posso revelar todas, mas divido com vocês leitores algumas destas observações. Elas mostram o “reality show” dos consumidores.
1. Eles começaram a gritar!
Já se foi o tempo em que eles engoliam sapos e aguentavam desaforos das empresas, calados. Com toda a razão, ao primeiro sinal de insatisfação, eles mudam de loja, de marca, de produto, de operadora.
2. Eles odeiam complexidade.
Neste mercado cada vez mais competitivo, ser simples e falar uma coisa de cada vez ficou ainda mais vital para a comunicação das empresas. Unique selling proposition (USP) é mais atual do que nunca.
3. Eles fogem de confusão.
Mudanças freqüentes de estilo de propaganda, embalagem, denominações ... são investimentos que vão para o ralo. A intenção pode ser muito boa, mas o resultado é um profundo sentimento de insegurança no consumidor.
4. Eles valorizam o seu passe.
É impressionante como cresceu o sentimento de poder que eles demonstram ter no seu relacionamento com as empresas. Eles têm cada vez mais consciência de sua importância. Talvez ainda não como cidadãos em sentido amplo, mas como consumidores.
5. Eles sabem que o Gonzaguinha tinha razão.
Numa de suas canções, o saudoso Gonzaguinha dizia: “A platéia aplaude e pede bis. A platéia só deseja ser feliz.” Enquanto a gente faz mil elucubrações e ginásticas intelectuais para entender o que está acontecendo com alguns programas de TV e com algumas revistas, os consumidores simplesmente aplaudem e pedem bis. O nosso sentimento é de indignação. O mesmo que os pais têm quando a filha apresenta o noivo “errado”: “Mas por que ela foi escolher este cara, meu Deus?” Só porque ela gosta e os consumidores, idem.
6. Eles confiam cada vez mais na mídia do amigo.
Atualmente, há uma explosão na literatura sobre a força do “Buzz” ou do boca a boca. Não é à toa: desde o surgimento da mídia de massa, nunca foi tão importante o peso das relações pessoais – fontes de inquestionável credibilidade – nas decisões de compra. Em estudos recentes que nossa empresa realizou, cada cliente muito satisfeito com uma marca, contamina até 15 outras pessoas com o seu proselitismo.
7. Eles vivem numa aldeia.
Houve uma época em que o papai mandava. Depois, veio a fase do casal decidir junto. Um tempo depois, mais ou menos no início dos anos 90, os adolescentes entraram no jogo da escolha das marcas dentro da casa. Agora, entraram os pré-adolescentes e crianças nesse processo. A verdade é que, em muitas categorias de produtos (eletrônicos; viagens; TV por assinatura; automóveis; revistas etc, etc, etc) quem resolve hoje é a tribo familiar. E, ironicamene, nós continuamos a fazer no Brasil quase que somente estudos com indivíduos isolados e poucos envolvendo a aldeia familiar. Bem-vinda a Era da Antropologia no Marketing!
* * *
O consumidor diz o que pensa e faz o que sente! A minha compulsão pelo “buraco da fechadura” é também a de muitos profissionais que não se contentam com apenas aquilo que o consumidor diz. O que alimenta a intuição estratégica em comunicação e marketing é a compreensão do que ele de fato sente.
É lógico que usamos muitas ferramentas profissionais de “voyeurismo” de consumidor, para acessar o que eles sentem. Aliás, o Brasil tem hoje dezenas de empresas que fazem isto muito bem. Junto com estes estudos, porém, não dá para deixar de acompanhar o “reality show” dos consumidores.
sexta-feira, 16 de maio de 2008
ETICA E TRABALHO
terça-feira, 13 de maio de 2008
Marketing Cultural

A virada cultural de Santos se aproxima e com ela uma boa conversa pautada no tema Marketing Cultural. Muitas dúvidas e muitos mitos ainda existem a respeito do tema, que na verdade se bem entendido e aplicado pode beneficiar todas as faces envolvidas. Por este motivo, selecionei alguns textos sobre o tema para estimular pensamentos e atitudes que permeiem a cultura.
Vamos Incentivar nossa Cultura Regional!!
Marketing Cultural é uma ferramenta de comunicação que, se aplicada com critério e seriedade, só oferece vantagens para os patrocinadores, artistas, produtores e, alvo maior, o cidadão brasileiro. De 1994 para cá o número de empresas que passaram a investir em cultura sextuplicou e cada vez mais pessoas ingressam nesse mercado anualmente.
Ele vem ganhando força no meio empresarial porque apresenta soluções relativamente baratas a três novas exigências do mercado: 1) necessidade de diferenciação das marcas; 2) diversificação do mix de comunicação das empresas para melhor atingir seu público; e 3) necessidade das empresas se posicionarem como socialmente responsáveis. Ao patrocinar um projeto cultural a empresa se diferencia das demais a partir do momento em que toma para si determinados valores relativos àquele projeto (por exemplo tradição, modernidade, competência, criatividade, popularidade etc.). Também amplia a forma como se comunica com seu público alvo e mostra para a sociedade que não está encastelada em torno da sua lucratividade e de seus negócios.
O que uma empresa ganha fazendo marketing cultural? Inicialmente as empresas começaram a investir em marketing cultural porque, devido às leis de incentivo, financeiramente era um bom negócio. Depois, elas compreenderam que essas ações de marketing solidificavam a imagem institucional da empresa e davam visibilidade para a marca. Desse modo, o investimento em cultura pode ser visto como uma oportunidade para as empresas participarem do processo de incremento e manutenção dos valores culturais da sociedade e, principalmente, a possibilidade de construir uma imagem forte e bem posicionada para o consumidor, garantindo a curto, médio e longo prazo sua perpetuação. Nesse aspecto, o marketing cultural trabalha a imagem da empresa, por meio da marca, de forma consciente e inconsciente. Por que comprar este ou aquele sabonete? A resposta para essa pergunta vem da competitividade do produto, mas também é fruto do trabalho de marketing dessa empresa.
Quais as vantagens de uma pequena empresa investir em cultura? Do ponto de vista financeiro, dependendo do tipo de projeto cultural escolhido, a empresa pode reaver 100% do valor investido, o que seria um bom negócio. Do ponto de vista mercadológico, a imagem institucional dessa empresa e a aceitação que ela tem junto ao seu público alvo são bastante trabalhados, o que contribui para a solidificação e perenização da empresa. Se o marketing cultural vier associado a outras ações de marketing seus benefícios serão bastante ampliados.
50 Dicas de Marketing Cultural
1- O MARKETING CULTURAL é uma estratégia utilizada pelas empresas para que, através de patrocínios a projetos culturais, agreguem valor às suas marcas.
2- O MARKETING CULTURAL é uma vertente do Marketing Institucional das empresas, ou seja: tem a ver com a sua marca, sua identidade e os valores subjetivos associados ao seu nome.
3- O aumento da venda de produtos com o MARKETING CULTURAL não pode (salvo algumas estratégias específicas) ser medido pelos métodos tradicionais. Por exemplo: o MARKETING CULTURAL permite um grande retorno de mídia espontânea, que medido em valores financeiros, com base na tabela de publicidade dos veículos de comunicação, pode superar em até 10 vezes o valor do patrocínio.
4- Não se pode apresentar um projeto para uma empresa (possível patrocinadora) sem conhecê-la antecipadamente. É preciso saber o que ela faz, o que produz e o que já patrocinou. Este PERFIL DE EMPRESAS PATROCINADORAS vai ajudar você a conhecer melhor as empresas.
5- Todo bom projeto é composto basicamente por: uma apresentação sucinta, uma descrição técnica (como vai ser realizado), um orçamento enxuto, um cronograma de execução e um de desembolso, um currículo dos proponentes e técnicos, uma descrição objetiva dos “retornos propostos ao patrocinador” e anexos (bem escolhidos). Mas um dos elementos principais é a carta de apresentação do projeto, que deve ser personalizada, plenamente identificada com a empresa que se pretende transformar em parceira da nossa proposta.
6- Não se utiliza o MARKETING CULTURAL, partindo do produto cultural. Neste caso o caminho deve ser inverso, é o do “CULTURAL MARKETING”, ou seja: da construção das estratégias eficazes que poderão viabilizar o projeto cultural no mercado. Quem faz MARKETING CULTURAL é a empresa, estabelecendo um conjunto de critérios objetivos de seleção de projetos, em sintonia com seus objetivos institucionais e de marketing de produtos ou serviços.
7- O MARKETING CULTURAL precisa considerar todas as etapas do Ciclo da Produção Cultural: a inspiração que se transforma em idéia, a idéia que é planejada e vira um projeto, o projeto que passa por uma estratégia de marketing para chegar ao mercado, a negociação até o contrato, a produção (equipe, capacidade de realização, melhor época de realização, local, etc) e o planejamento da mídia, para chegar ao público que deseja atingir, cujo perfil deve ser conhecido antecipadamente e com a máxima clareza.
8- MARKETING CULTURAL é uma estratégia de troca: troca-se recursos de patrocínio por retorno institucional (e também por abatimentos nos impostos da empresa, quando se utilizam as leis de incentivo fiscal à cultura). A empresa, ao fortalecer sua imagem pela simpatia que estabelece com o público e a sociedade em geral, também aumenta a venda de seus produtos ou serviços.
9- Muitas vezes o caminho para se chegar a uma empresa é indireto. É preciso saber quem influencia quem decide. Para quem a empresa não pode negar um pedido de atendimento? Um cliente? Um revendedor? Se você desejar obter tinta para pintar um prédio histórico, não peça diretamente à fábrica. Associe-se primeiro à maior loja de tinta da sua cidade. Lembre-se: é a loja que vende tinta. Sua influência pode ser decisiva.
10- Responda rápido. O que é mais fácil: chegar numa grande empresa de petróleo sozinho com seu projeto para buscar patrocínio ou ir acompanhado do proprietário de uma rede de postos de gasolina?
11- Como ser recebido numa empresa para apresentar um projeto? Primeiro: telefone. Você vai se surpreender ao saber que, em muitas empresas, o executivo que decide atende diretamente e marca os encontros. Segundo: passe um E-mail; pode funcionar. Terceiro: busque algum conhecido que trabalhe lá e vá indicado por ele. Mas procure sempre estabelecer um encontro. Nada como olho no olho e cara a cara, para se viabilizar um projeto.
12- Antes de tudo, procure iluminar seu projeto. Lembre-se: um projeto é uma idéia, uma proposta (um sonho) na forma de papel. Como ele ainda não foi realizado, é um produto imaterial, não pode ser testado antes de ser comprado. É preciso que esta idéia, cheia de energia positiva, apareça, ganhe vida e força para acontecer. Registre-a e mostre-a para que ela vá ganhando presença no inconsciente coletivo das pessoas.
13- Não tenha medo de que seu projeto seja roubado. Perceba que você captou uma idéia que está no subjetivo de todos. Outras pessoas podem captá-la.
14- A apresentação visual do seu projeto é fundamental, assim como a objetividade da sua proposta. Não escreva uma tese. Deixe os textos longos para um segundo momento. Não faça poesia. Não procure mostrar erudição. Ao apresentar uma proposta de um espetáculo teatral, leve sempre o texto da peça numa pasta à parte e saiba perceber o momento propício de apresentá-lo.
15- Não confie muito num patrocinador que estiver interessado apenas em projetos enquadrados nas leis de incentivo e que não deseja nem conhecer o conteúdo do seu projeto. Pode estar certo que mais adiante o seu prejuízo será grande.
16- O boato que corre no mercado de que o patrocinador que utiliza incentivos fiscais é investigado por fiscais da Fazenda é a maior mentira que existe no mercado cultural. É um boato criado possivelmente por quem não gosta de dar incentivos, desconhece o papel social das empresas e cuida apenas do lucro, sem dar qualquer retorno à sociedade que sustenta sua empresa.
17- O caminho consciente para a viabilização de um projeto não é aquele que vai da emoção para o público, do público para mídia e da mídia para o mercado. Este sentido torna seu projeto vazio de conteúdo e identidade. O caminho da arte é duro – parte da emoção, da visão, para o planejamento e depois para o mercado, de forma a despertar a mídia e o público.
18- Todo projeto se viabiliza através de uma Rede de Parcerias. Forme a sua.
19- Para um empresário do tipo “perfeccionista”, saiba que ele vai tentar alterar, mesmo que seja em pequenos detalhes, o seu projeto – de forma que fique como ele gostaria que fosse. Afinal, “quem conhece a empresa é ele”.
20- Não é necessário mudar o conteúdo de um projeto para atender a um patrocinador. As mudanças que podem acontecer referem-se à forma de apresentação do projeto, à inserção de retornos, detalhes do plano de mídia e outros relativos aos interesses diretos do patrocinador – mas nunca interferem diretamente na criação.
21- Coloque sempre no seu projeto esta afirmação: “estamos abertos para discutir outras formas de retorno de interesse da empresa”.
22- Um “captador de recursos” é um péssimo nome dado a um profissional fundamental para viabilizar um projeto. Podemos chamá-lo de “consultor de marketing cultural”, de “engenheiro cultural” ou “assessor de marketing cultural”.
23- Um consultor de marketing cultural pode receber para captar recursos para um projeto até o valor de 10% (em relação ao valor global da produção do projeto), correspondendo ao item “agenciamento”, conforme estabelece a Lei Rouanet. Este percentual acabou se tornando um padrão no mercado, mas, dependendo do trabalho, a negociação é livre.
24- Diante de qualquer projeto que você deseja viabilizar no mercado é necessário perguntar: “O que este projeto tem a ver com a minha trajetória e experiência de vida?” Caso seja realmente vital para você, então com um pouco de conhecimento do mercado, apoio de profissionais e constituição de uma rede de parcerias, com toda certeza ele será viabilizado. Lembre-se que sonhar é construir no futuro.
25- Lembre-se sempre: quando acreditamos realmente em alguma coisa com benefício social, todos colaboram para que ela aconteça.
26- O profissional de marketing cultural e cultural marketing é o artista do mercado. Ele precisa conhecer bem o projeto, os proponentes, artistas, a obra em pauta, as etapas de produção, a mídia necessária e possuir relacionamentos com empresários. Deve estar sempre atualizado com as oportunidades de negócios do mercado. Precisa ler revistas empresariais que falam das questões internas e os produtos de potenciais patrocinadores. Deve conhecer os prazos para apresentação de projetos nas empresas e muito mais. Não é uma pessoa fria, muito pelo contrário: deve ter sensibilidade total – da poesia à lógica de venda.
27- Não se vende um projeto cultural, portanto não há motivo nenhum para você ter trauma de venda. Nós apresentamos um projeto cultural ao mercado. Se um projeto cultural fosse vendido para um patrocinador, ele o levaria para casa.
28- Para um patrocinador emotivo, não se esqueça de dizer que ele será convidado para subir no palco no dia do lançamento do projeto para receber uma homenagem “espontânea” dos artistas. Por mais que ele diga que isto não é preciso, vai gostar da idéia. Agora, para um patrocinador do tipo “auditor”, fechado, nem pense em convidá-lo para aparecer – pois ele quer ficar de longe, observando.
29- É difícil você viabilizar mais de um projeto para uma mesma empresa. Como você levou muito tempo para conseguir entrar lá, não custa nada divulgar os critérios dessa empresa para o mercado.
30- Este é um mercado no qual não se trabalha sozinho. Um projeto cultural na gaveta, dificilmente sai dela por demanda de mercado. Ninguém vai ligar para um poeta perguntando: “Por acaso você tem aí em casa um conjunto de poemas para publicar um livro?” Um projeto acontece através de redes: você envolve com a sua fé uma dezena de pessoas que, por empatia com o projeto, sensibilizam outras, até que uma energia luminosa se condensa numa cadeia produtiva e aí começam as coincidências (que não são coincidências): alguém o procura; uma pessoa que você há muito tempo não vê, telefona; um amigo de infância assume a gerência de marketing de uma empresa patrocinadora e assim vai acontecendo o seu projeto.
31- Nunca despreze sua agenda de telefones, inclusive aquela antiga. Tenha sua agenda organizada, saiba onde estão as pessoas. Crie sua rede de contatos. O Senhor Nélio Botelho, líder dos caminhoneiros, faz uma greve nacional, falando apenas com 150 líderes, que por sua vez mobilizam milhares.
32- Para uma boa prestação de contas ao Poder Público, de um projeto que utilizou as leis de incentivo, é necessário pensar na administração dos recursos desde a elaboração do orçamento. Saiba que a “Consolidação Bancária” (transcrição do extrato da conta do projeto com informações sobre entradas e despesas) é que será avaliada pelos órgãos de governo.
33- A identidade cultural brasileira é o nosso melhor negócio. Projetos neste sentido ganharão força nos próximos dez anos. Toda moeda tem duas faces: a cara e a coroa. A coroa representa os recursos e a cara a nossa cultura e a nossa identidade. Não haverá desenvolvimento sem os dois lados da moeda.
34- Da mesma forma que um artista plástico faz pesquisas de materiais e temas para sua obra, o profissional de marketing cultural e de cultural marketing analisa um projeto e suas possibilidades no mercado.
35- Caso você esteja começando no mercado e pensa que seu projeto, por exemplo, de uma peça de teatro, não será nem analisado por um patrocinador, existem duas saídas. Em primeiro lugar, não tenha este preconceito, pois novos talentos são cada vez mais alvo das empresas patrocinadoras; em segundo, se este for o impedimento, convide um ator ou diretor conhecido para apresentar seu projeto. Escreva na capa “Alberto Roberto apresenta: O Grupo Novo de Teatro” e vá em frente.
36- A melhor época para apresentar um projeto a patrocinadores é de agosto a novembro, período no qual eles estão pensando nos investimentos de marketing que farão no ano seguinte. Embora seja grande o número de empresas recebem projetos ao longo de todo o ano. Saiba qual o melhor período para apresentar projetos a cada uma. Algumas empresas estão passando a receber projetos via INTERNET e outras contratando profissionais do mercado para analisar previamente projetos, segundo critérios pré-estabelecidos. Nunca se esqueça de que cada caso é um caso.
37- A maioria das empresas não possui um Plano de Marketing Cultural ou critérios objetivos de patrocínio. Isto torna o mercado muito aberto. O Perfil de Empresas Patrocinadoras poderá facilitar seu trabalho neste sentido.
38- O mercado cultural ainda é muito desunido – e isto é ruim. Procure formar redes de parceria, precisamos ser mais profissionais, com ética, sem qualquer prejuízo para as obras ou para nossos artistas. Não tenha preconceito quanto ao “mercado cultural” – ele é o lugar onde vendemos ingressos, quadros, livros, buscamos apoios e patrocínios.
39- O mercado cultural vai muito além do que se imagina: ele possui interfaces com o turismo cultural, gastronomia típica, educação, área social, ciência e tecnologia, urbanismo, lazer, saúde, comunicação, artesanato e muitas outras áreas indispensáveis ao desenvolvimento humano, econômico e social.
40- É a falta de cultura que não percebe a importância da cultura no desenvolvimento de um país.
41- A educação ensina a ler e escrever, mas só a cultura ensina a enxergar.
42- Um projeto cultural com interface social pode fornecer ao patrocinador, além de incentivos fiscais, mídia espontânea e benefícios definitivos para as pessoas envolvidas, como o desenvolvimento da criatividade, auto-estima, relacionamento e segurança. Um projeto apenas social não oferece tudo isso e pode cair no paternalismo filantrópico.
43- Patrocinadores da construção civil preferem patrocinar livros sobre os bairros e as cidades onde possuem negócios. Também atuam na restauração de patrimônios históricos. Tais critérios têm coerência. Os livros aproximam a empresa dos moradores e a preservação de patrimônios históricos, além de utilizar os mesmos materiais que eles utilizam na construção (identidade), agregam valores de idade (credibilidade) memória e história às suas marcas.
44- Ao patrocinar novos talentos, uma empresa agrega à sua marca o valor de quem sabe “apostar no futuro”.
45- Algumas empresas preferem o teatro pela possibilidade do marketing de relacionamento, ou seja, poder realizar apresentações fechadas com seus clientes.
46- Muitas empresas escolhem uma área apenas de patrocínio, outras definem um critério para todas as áreas, por exemplo: “projetos que valorizem a identidade cultural do local onde atuam”. Outras partem para grandes eventos de massa. Cada caso é um caso.
47- Um patrocinador do tipo autoritário, daqueles que possuem uma mesa grande com fotos suas e diplomas na parede, antes de ler o seu projeto, vai querer saber quem lhe indicou, que interesses possui nesta pessoa ou instituição. Patrocinará para aumentar seu poder e negócios, ou por uma amizade fiel. Não abaixe a cabeça ao dialogar com uma personalidade autoritária que fala alto e é agressiva. Fale no mesmo tom.
48- Saiba sempre que um “não” ao seu projeto não significa nada; é apenas um sinal corretivo de rumo para uma nova apresentação.
49- Você nunca saberá se um patrocinador vai lhe receber se você não for procurá-lo. Certo?
50- Finalmente, nunca se esqueça: o objetivo maior de um artista é a conquista do seu público. Estude tudo que existe sobre mobilização de pessoas, conquista e fidelização de clientes. Ter público é ter mídia. E se você tiver público e mídia, os patrocinadores baterão à sua porta. Nenhum projeto resiste se depender apenas de patrocínio.
Vamos Incentivar nossa Cultura Regional!!
Marketing Cultural é uma ferramenta de comunicação que, se aplicada com critério e seriedade, só oferece vantagens para os patrocinadores, artistas, produtores e, alvo maior, o cidadão brasileiro. De 1994 para cá o número de empresas que passaram a investir em cultura sextuplicou e cada vez mais pessoas ingressam nesse mercado anualmente.
Ele vem ganhando força no meio empresarial porque apresenta soluções relativamente baratas a três novas exigências do mercado: 1) necessidade de diferenciação das marcas; 2) diversificação do mix de comunicação das empresas para melhor atingir seu público; e 3) necessidade das empresas se posicionarem como socialmente responsáveis. Ao patrocinar um projeto cultural a empresa se diferencia das demais a partir do momento em que toma para si determinados valores relativos àquele projeto (por exemplo tradição, modernidade, competência, criatividade, popularidade etc.). Também amplia a forma como se comunica com seu público alvo e mostra para a sociedade que não está encastelada em torno da sua lucratividade e de seus negócios.
O que uma empresa ganha fazendo marketing cultural? Inicialmente as empresas começaram a investir em marketing cultural porque, devido às leis de incentivo, financeiramente era um bom negócio. Depois, elas compreenderam que essas ações de marketing solidificavam a imagem institucional da empresa e davam visibilidade para a marca. Desse modo, o investimento em cultura pode ser visto como uma oportunidade para as empresas participarem do processo de incremento e manutenção dos valores culturais da sociedade e, principalmente, a possibilidade de construir uma imagem forte e bem posicionada para o consumidor, garantindo a curto, médio e longo prazo sua perpetuação. Nesse aspecto, o marketing cultural trabalha a imagem da empresa, por meio da marca, de forma consciente e inconsciente. Por que comprar este ou aquele sabonete? A resposta para essa pergunta vem da competitividade do produto, mas também é fruto do trabalho de marketing dessa empresa.
Quais as vantagens de uma pequena empresa investir em cultura? Do ponto de vista financeiro, dependendo do tipo de projeto cultural escolhido, a empresa pode reaver 100% do valor investido, o que seria um bom negócio. Do ponto de vista mercadológico, a imagem institucional dessa empresa e a aceitação que ela tem junto ao seu público alvo são bastante trabalhados, o que contribui para a solidificação e perenização da empresa. Se o marketing cultural vier associado a outras ações de marketing seus benefícios serão bastante ampliados.
50 Dicas de Marketing Cultural
1- O MARKETING CULTURAL é uma estratégia utilizada pelas empresas para que, através de patrocínios a projetos culturais, agreguem valor às suas marcas.
2- O MARKETING CULTURAL é uma vertente do Marketing Institucional das empresas, ou seja: tem a ver com a sua marca, sua identidade e os valores subjetivos associados ao seu nome.
3- O aumento da venda de produtos com o MARKETING CULTURAL não pode (salvo algumas estratégias específicas) ser medido pelos métodos tradicionais. Por exemplo: o MARKETING CULTURAL permite um grande retorno de mídia espontânea, que medido em valores financeiros, com base na tabela de publicidade dos veículos de comunicação, pode superar em até 10 vezes o valor do patrocínio.
4- Não se pode apresentar um projeto para uma empresa (possível patrocinadora) sem conhecê-la antecipadamente. É preciso saber o que ela faz, o que produz e o que já patrocinou. Este PERFIL DE EMPRESAS PATROCINADORAS vai ajudar você a conhecer melhor as empresas.
5- Todo bom projeto é composto basicamente por: uma apresentação sucinta, uma descrição técnica (como vai ser realizado), um orçamento enxuto, um cronograma de execução e um de desembolso, um currículo dos proponentes e técnicos, uma descrição objetiva dos “retornos propostos ao patrocinador” e anexos (bem escolhidos). Mas um dos elementos principais é a carta de apresentação do projeto, que deve ser personalizada, plenamente identificada com a empresa que se pretende transformar em parceira da nossa proposta.
6- Não se utiliza o MARKETING CULTURAL, partindo do produto cultural. Neste caso o caminho deve ser inverso, é o do “CULTURAL MARKETING”, ou seja: da construção das estratégias eficazes que poderão viabilizar o projeto cultural no mercado. Quem faz MARKETING CULTURAL é a empresa, estabelecendo um conjunto de critérios objetivos de seleção de projetos, em sintonia com seus objetivos institucionais e de marketing de produtos ou serviços.
7- O MARKETING CULTURAL precisa considerar todas as etapas do Ciclo da Produção Cultural: a inspiração que se transforma em idéia, a idéia que é planejada e vira um projeto, o projeto que passa por uma estratégia de marketing para chegar ao mercado, a negociação até o contrato, a produção (equipe, capacidade de realização, melhor época de realização, local, etc) e o planejamento da mídia, para chegar ao público que deseja atingir, cujo perfil deve ser conhecido antecipadamente e com a máxima clareza.
8- MARKETING CULTURAL é uma estratégia de troca: troca-se recursos de patrocínio por retorno institucional (e também por abatimentos nos impostos da empresa, quando se utilizam as leis de incentivo fiscal à cultura). A empresa, ao fortalecer sua imagem pela simpatia que estabelece com o público e a sociedade em geral, também aumenta a venda de seus produtos ou serviços.
9- Muitas vezes o caminho para se chegar a uma empresa é indireto. É preciso saber quem influencia quem decide. Para quem a empresa não pode negar um pedido de atendimento? Um cliente? Um revendedor? Se você desejar obter tinta para pintar um prédio histórico, não peça diretamente à fábrica. Associe-se primeiro à maior loja de tinta da sua cidade. Lembre-se: é a loja que vende tinta. Sua influência pode ser decisiva.
10- Responda rápido. O que é mais fácil: chegar numa grande empresa de petróleo sozinho com seu projeto para buscar patrocínio ou ir acompanhado do proprietário de uma rede de postos de gasolina?
11- Como ser recebido numa empresa para apresentar um projeto? Primeiro: telefone. Você vai se surpreender ao saber que, em muitas empresas, o executivo que decide atende diretamente e marca os encontros. Segundo: passe um E-mail; pode funcionar. Terceiro: busque algum conhecido que trabalhe lá e vá indicado por ele. Mas procure sempre estabelecer um encontro. Nada como olho no olho e cara a cara, para se viabilizar um projeto.
12- Antes de tudo, procure iluminar seu projeto. Lembre-se: um projeto é uma idéia, uma proposta (um sonho) na forma de papel. Como ele ainda não foi realizado, é um produto imaterial, não pode ser testado antes de ser comprado. É preciso que esta idéia, cheia de energia positiva, apareça, ganhe vida e força para acontecer. Registre-a e mostre-a para que ela vá ganhando presença no inconsciente coletivo das pessoas.
13- Não tenha medo de que seu projeto seja roubado. Perceba que você captou uma idéia que está no subjetivo de todos. Outras pessoas podem captá-la.
14- A apresentação visual do seu projeto é fundamental, assim como a objetividade da sua proposta. Não escreva uma tese. Deixe os textos longos para um segundo momento. Não faça poesia. Não procure mostrar erudição. Ao apresentar uma proposta de um espetáculo teatral, leve sempre o texto da peça numa pasta à parte e saiba perceber o momento propício de apresentá-lo.
15- Não confie muito num patrocinador que estiver interessado apenas em projetos enquadrados nas leis de incentivo e que não deseja nem conhecer o conteúdo do seu projeto. Pode estar certo que mais adiante o seu prejuízo será grande.
16- O boato que corre no mercado de que o patrocinador que utiliza incentivos fiscais é investigado por fiscais da Fazenda é a maior mentira que existe no mercado cultural. É um boato criado possivelmente por quem não gosta de dar incentivos, desconhece o papel social das empresas e cuida apenas do lucro, sem dar qualquer retorno à sociedade que sustenta sua empresa.
17- O caminho consciente para a viabilização de um projeto não é aquele que vai da emoção para o público, do público para mídia e da mídia para o mercado. Este sentido torna seu projeto vazio de conteúdo e identidade. O caminho da arte é duro – parte da emoção, da visão, para o planejamento e depois para o mercado, de forma a despertar a mídia e o público.
18- Todo projeto se viabiliza através de uma Rede de Parcerias. Forme a sua.
19- Para um empresário do tipo “perfeccionista”, saiba que ele vai tentar alterar, mesmo que seja em pequenos detalhes, o seu projeto – de forma que fique como ele gostaria que fosse. Afinal, “quem conhece a empresa é ele”.
20- Não é necessário mudar o conteúdo de um projeto para atender a um patrocinador. As mudanças que podem acontecer referem-se à forma de apresentação do projeto, à inserção de retornos, detalhes do plano de mídia e outros relativos aos interesses diretos do patrocinador – mas nunca interferem diretamente na criação.
21- Coloque sempre no seu projeto esta afirmação: “estamos abertos para discutir outras formas de retorno de interesse da empresa”.
22- Um “captador de recursos” é um péssimo nome dado a um profissional fundamental para viabilizar um projeto. Podemos chamá-lo de “consultor de marketing cultural”, de “engenheiro cultural” ou “assessor de marketing cultural”.
23- Um consultor de marketing cultural pode receber para captar recursos para um projeto até o valor de 10% (em relação ao valor global da produção do projeto), correspondendo ao item “agenciamento”, conforme estabelece a Lei Rouanet. Este percentual acabou se tornando um padrão no mercado, mas, dependendo do trabalho, a negociação é livre.
24- Diante de qualquer projeto que você deseja viabilizar no mercado é necessário perguntar: “O que este projeto tem a ver com a minha trajetória e experiência de vida?” Caso seja realmente vital para você, então com um pouco de conhecimento do mercado, apoio de profissionais e constituição de uma rede de parcerias, com toda certeza ele será viabilizado. Lembre-se que sonhar é construir no futuro.
25- Lembre-se sempre: quando acreditamos realmente em alguma coisa com benefício social, todos colaboram para que ela aconteça.
26- O profissional de marketing cultural e cultural marketing é o artista do mercado. Ele precisa conhecer bem o projeto, os proponentes, artistas, a obra em pauta, as etapas de produção, a mídia necessária e possuir relacionamentos com empresários. Deve estar sempre atualizado com as oportunidades de negócios do mercado. Precisa ler revistas empresariais que falam das questões internas e os produtos de potenciais patrocinadores. Deve conhecer os prazos para apresentação de projetos nas empresas e muito mais. Não é uma pessoa fria, muito pelo contrário: deve ter sensibilidade total – da poesia à lógica de venda.
27- Não se vende um projeto cultural, portanto não há motivo nenhum para você ter trauma de venda. Nós apresentamos um projeto cultural ao mercado. Se um projeto cultural fosse vendido para um patrocinador, ele o levaria para casa.
28- Para um patrocinador emotivo, não se esqueça de dizer que ele será convidado para subir no palco no dia do lançamento do projeto para receber uma homenagem “espontânea” dos artistas. Por mais que ele diga que isto não é preciso, vai gostar da idéia. Agora, para um patrocinador do tipo “auditor”, fechado, nem pense em convidá-lo para aparecer – pois ele quer ficar de longe, observando.
29- É difícil você viabilizar mais de um projeto para uma mesma empresa. Como você levou muito tempo para conseguir entrar lá, não custa nada divulgar os critérios dessa empresa para o mercado.
30- Este é um mercado no qual não se trabalha sozinho. Um projeto cultural na gaveta, dificilmente sai dela por demanda de mercado. Ninguém vai ligar para um poeta perguntando: “Por acaso você tem aí em casa um conjunto de poemas para publicar um livro?” Um projeto acontece através de redes: você envolve com a sua fé uma dezena de pessoas que, por empatia com o projeto, sensibilizam outras, até que uma energia luminosa se condensa numa cadeia produtiva e aí começam as coincidências (que não são coincidências): alguém o procura; uma pessoa que você há muito tempo não vê, telefona; um amigo de infância assume a gerência de marketing de uma empresa patrocinadora e assim vai acontecendo o seu projeto.
31- Nunca despreze sua agenda de telefones, inclusive aquela antiga. Tenha sua agenda organizada, saiba onde estão as pessoas. Crie sua rede de contatos. O Senhor Nélio Botelho, líder dos caminhoneiros, faz uma greve nacional, falando apenas com 150 líderes, que por sua vez mobilizam milhares.
32- Para uma boa prestação de contas ao Poder Público, de um projeto que utilizou as leis de incentivo, é necessário pensar na administração dos recursos desde a elaboração do orçamento. Saiba que a “Consolidação Bancária” (transcrição do extrato da conta do projeto com informações sobre entradas e despesas) é que será avaliada pelos órgãos de governo.
33- A identidade cultural brasileira é o nosso melhor negócio. Projetos neste sentido ganharão força nos próximos dez anos. Toda moeda tem duas faces: a cara e a coroa. A coroa representa os recursos e a cara a nossa cultura e a nossa identidade. Não haverá desenvolvimento sem os dois lados da moeda.
34- Da mesma forma que um artista plástico faz pesquisas de materiais e temas para sua obra, o profissional de marketing cultural e de cultural marketing analisa um projeto e suas possibilidades no mercado.
35- Caso você esteja começando no mercado e pensa que seu projeto, por exemplo, de uma peça de teatro, não será nem analisado por um patrocinador, existem duas saídas. Em primeiro lugar, não tenha este preconceito, pois novos talentos são cada vez mais alvo das empresas patrocinadoras; em segundo, se este for o impedimento, convide um ator ou diretor conhecido para apresentar seu projeto. Escreva na capa “Alberto Roberto apresenta: O Grupo Novo de Teatro” e vá em frente.
36- A melhor época para apresentar um projeto a patrocinadores é de agosto a novembro, período no qual eles estão pensando nos investimentos de marketing que farão no ano seguinte. Embora seja grande o número de empresas recebem projetos ao longo de todo o ano. Saiba qual o melhor período para apresentar projetos a cada uma. Algumas empresas estão passando a receber projetos via INTERNET e outras contratando profissionais do mercado para analisar previamente projetos, segundo critérios pré-estabelecidos. Nunca se esqueça de que cada caso é um caso.
37- A maioria das empresas não possui um Plano de Marketing Cultural ou critérios objetivos de patrocínio. Isto torna o mercado muito aberto. O Perfil de Empresas Patrocinadoras poderá facilitar seu trabalho neste sentido.
38- O mercado cultural ainda é muito desunido – e isto é ruim. Procure formar redes de parceria, precisamos ser mais profissionais, com ética, sem qualquer prejuízo para as obras ou para nossos artistas. Não tenha preconceito quanto ao “mercado cultural” – ele é o lugar onde vendemos ingressos, quadros, livros, buscamos apoios e patrocínios.
39- O mercado cultural vai muito além do que se imagina: ele possui interfaces com o turismo cultural, gastronomia típica, educação, área social, ciência e tecnologia, urbanismo, lazer, saúde, comunicação, artesanato e muitas outras áreas indispensáveis ao desenvolvimento humano, econômico e social.
40- É a falta de cultura que não percebe a importância da cultura no desenvolvimento de um país.
41- A educação ensina a ler e escrever, mas só a cultura ensina a enxergar.
42- Um projeto cultural com interface social pode fornecer ao patrocinador, além de incentivos fiscais, mídia espontânea e benefícios definitivos para as pessoas envolvidas, como o desenvolvimento da criatividade, auto-estima, relacionamento e segurança. Um projeto apenas social não oferece tudo isso e pode cair no paternalismo filantrópico.
43- Patrocinadores da construção civil preferem patrocinar livros sobre os bairros e as cidades onde possuem negócios. Também atuam na restauração de patrimônios históricos. Tais critérios têm coerência. Os livros aproximam a empresa dos moradores e a preservação de patrimônios históricos, além de utilizar os mesmos materiais que eles utilizam na construção (identidade), agregam valores de idade (credibilidade) memória e história às suas marcas.
44- Ao patrocinar novos talentos, uma empresa agrega à sua marca o valor de quem sabe “apostar no futuro”.
45- Algumas empresas preferem o teatro pela possibilidade do marketing de relacionamento, ou seja, poder realizar apresentações fechadas com seus clientes.
46- Muitas empresas escolhem uma área apenas de patrocínio, outras definem um critério para todas as áreas, por exemplo: “projetos que valorizem a identidade cultural do local onde atuam”. Outras partem para grandes eventos de massa. Cada caso é um caso.
47- Um patrocinador do tipo autoritário, daqueles que possuem uma mesa grande com fotos suas e diplomas na parede, antes de ler o seu projeto, vai querer saber quem lhe indicou, que interesses possui nesta pessoa ou instituição. Patrocinará para aumentar seu poder e negócios, ou por uma amizade fiel. Não abaixe a cabeça ao dialogar com uma personalidade autoritária que fala alto e é agressiva. Fale no mesmo tom.
48- Saiba sempre que um “não” ao seu projeto não significa nada; é apenas um sinal corretivo de rumo para uma nova apresentação.
49- Você nunca saberá se um patrocinador vai lhe receber se você não for procurá-lo. Certo?
50- Finalmente, nunca se esqueça: o objetivo maior de um artista é a conquista do seu público. Estude tudo que existe sobre mobilização de pessoas, conquista e fidelização de clientes. Ter público é ter mídia. E se você tiver público e mídia, os patrocinadores baterão à sua porta. Nenhum projeto resiste se depender apenas de patrocínio.
quinta-feira, 8 de maio de 2008
O Maravilhoso Mundo das Marcas
Hoje resolvi ser um pouco mais técnica. Apesar de que na minha opinão, o marketing é uma boa mistura de tecnica, psicologia, exoterismo e tantas outras questões...
Mas vamos em frente. Ao fazer um trabalho sobre construção de marcas e participar de muitas reuniões a respeito do tema, resolvi me aprofundar.
Existe uma diferença grande entre construir uma marca e gerenciá-la. Não que construir seja fácil, mas gerenciar é a continuidade do processo que vai determinar se essa marca vai atingir o recall esperado ou não. É claro que uma boa construção, embasada em questões conceituais atrentes ao público interessado é meio caminho andado.
O nome técnico que se dá para construção de uma marca está para os marqueteiros como Naming (o ato de nomear) e o gerenciamento Branding (que são o conjunto de ações feitas para posicionar e manter essa marca no ponto estratégico desejado). Queria dar alguns exemplos de como foram construídas algumas marcas, por exemplo a KODAK. O nome KODAK foi criado em 1888 sem significado nem sentido algum, nem derivação de nada. Foi criado e registrado pelo fotógrafo George Eastman e registrado em setembro do mesmo ano. Felizmente alguém teve a idéia de perguntá-lo sobre a origem do nome. Segundo ele, um bom nome precisa ser curto, vigoroso, incapaz de confundir a identidade e para satisfazer a propriedade intelectual, não deve se parecer com nada já existente. Interessante, e ele nem era marketeiro, mas sim fotografo! A letra K foi escolhida por ser forte e incisiva. A marca, em sua opinião, deveria começar e terminar com K. Parece até um estudo cabalístico..Mas logo após a magia se quebra quando sabemos que as letras do meio foram usadas numa simples combinação fonética para o preenchimento de espaços. Alguns sugerem no nome uma onomatopéia ou mesmo uma homenagem à sua mãe, cujo nome começava com K. Mas Eastman afirma que foi puramente um jogo gramatical que lhe transmitia força. Conceitos são bons, mas para explicar esses cases só mesmo uma boa coversa com muito vinho e cigarro! Agora vou indo, vou perguntar à minha mãe quais foram as técnicas que ela usou para fazer Naming quando eu nasci.
Até mais.
Mas vamos em frente. Ao fazer um trabalho sobre construção de marcas e participar de muitas reuniões a respeito do tema, resolvi me aprofundar.
Existe uma diferença grande entre construir uma marca e gerenciá-la. Não que construir seja fácil, mas gerenciar é a continuidade do processo que vai determinar se essa marca vai atingir o recall esperado ou não. É claro que uma boa construção, embasada em questões conceituais atrentes ao público interessado é meio caminho andado.
O nome técnico que se dá para construção de uma marca está para os marqueteiros como Naming (o ato de nomear) e o gerenciamento Branding (que são o conjunto de ações feitas para posicionar e manter essa marca no ponto estratégico desejado). Queria dar alguns exemplos de como foram construídas algumas marcas, por exemplo a KODAK. O nome KODAK foi criado em 1888 sem significado nem sentido algum, nem derivação de nada. Foi criado e registrado pelo fotógrafo George Eastman e registrado em setembro do mesmo ano. Felizmente alguém teve a idéia de perguntá-lo sobre a origem do nome. Segundo ele, um bom nome precisa ser curto, vigoroso, incapaz de confundir a identidade e para satisfazer a propriedade intelectual, não deve se parecer com nada já existente. Interessante, e ele nem era marketeiro, mas sim fotografo! A letra K foi escolhida por ser forte e incisiva. A marca, em sua opinião, deveria começar e terminar com K. Parece até um estudo cabalístico..Mas logo após a magia se quebra quando sabemos que as letras do meio foram usadas numa simples combinação fonética para o preenchimento de espaços. Alguns sugerem no nome uma onomatopéia ou mesmo uma homenagem à sua mãe, cujo nome começava com K. Mas Eastman afirma que foi puramente um jogo gramatical que lhe transmitia força. Conceitos são bons, mas para explicar esses cases só mesmo uma boa coversa com muito vinho e cigarro! Agora vou indo, vou perguntar à minha mãe quais foram as técnicas que ela usou para fazer Naming quando eu nasci.
Até mais.
quarta-feira, 30 de abril de 2008
Trânsito em Transe
Trocadilhos com transito não dá. Nem aliterações... quem já ficou mais de 4 horas para chegar de SP à Santos ou então enfrentou uma volta de feriado do Paraná para SP sabe do que estou falando!
E não vamos muito longe (aliás, não mesmo).
Aqui "dentro"da cidade de Santos o caos é evidente. Estão levantando um movimento sobre o Boom Imobiliário, mas eu levanto outro: Vamos fazer um rodízio em Santos, porque isso não vai acabar em pizza!
Certo dia cheguei na agência e meu chefe logo convocou uma reunião. Vamos fazer um planejamento, com um enfoque novo. O que poderia ser?
O trânsito era o tema de uma nova campanha de endomarketing. Pensei - é perseguição!
Esses dias, andando no metrô de São Paulo, me peguei conversando com as mulheres ao meu redor. Já tinha contado sobre o namoro, sobre síndrome da caustrofobia urbana..e começamos a delirar nos nomes das estações. Alguém já parou pra pensar: SÓ PODE SER CONSOLAÇÃO!
A sequencia é maravilhosa, tudo o que a gente quer nessas horas: Paraíso, Brigadeiro, Liberdade. Até nome de santo tem.
Pra quem não é católico, o jeito é contar com a sorte de não encontrar um movimento Sem Terra bloqueando a Imigrantes. Nada contra viu, aos movimentos. O que eu espero é isso mesmo: Eu quero é me movimentar!!
Vocês acham que isso não tem nada a ver com marketing?
Só na palestra que participei no Secovi SP isso já é uma tendência constatada pelas construtoras: As pessoas vão buscar cada vez mais residência perto de seus locais de trabalho. Sorte daquelas que compraram terrenos perto dos grandes pólos industriais.
Eu só pergunto uma coisa: Alguém quer começar comigo um movimento Pró-Carona?
Fica aí uma idéia para as concessionárias que querem agregar mais valor às suas marcas.
Abraço forte.
E não vamos muito longe (aliás, não mesmo).
Aqui "dentro"da cidade de Santos o caos é evidente. Estão levantando um movimento sobre o Boom Imobiliário, mas eu levanto outro: Vamos fazer um rodízio em Santos, porque isso não vai acabar em pizza!
Certo dia cheguei na agência e meu chefe logo convocou uma reunião. Vamos fazer um planejamento, com um enfoque novo. O que poderia ser?
O trânsito era o tema de uma nova campanha de endomarketing. Pensei - é perseguição!
Esses dias, andando no metrô de São Paulo, me peguei conversando com as mulheres ao meu redor. Já tinha contado sobre o namoro, sobre síndrome da caustrofobia urbana..e começamos a delirar nos nomes das estações. Alguém já parou pra pensar: SÓ PODE SER CONSOLAÇÃO!
A sequencia é maravilhosa, tudo o que a gente quer nessas horas: Paraíso, Brigadeiro, Liberdade. Até nome de santo tem.
Pra quem não é católico, o jeito é contar com a sorte de não encontrar um movimento Sem Terra bloqueando a Imigrantes. Nada contra viu, aos movimentos. O que eu espero é isso mesmo: Eu quero é me movimentar!!
Vocês acham que isso não tem nada a ver com marketing?
Só na palestra que participei no Secovi SP isso já é uma tendência constatada pelas construtoras: As pessoas vão buscar cada vez mais residência perto de seus locais de trabalho. Sorte daquelas que compraram terrenos perto dos grandes pólos industriais.
Eu só pergunto uma coisa: Alguém quer começar comigo um movimento Pró-Carona?
Fica aí uma idéia para as concessionárias que querem agregar mais valor às suas marcas.
Abraço forte.
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